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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Síndrome do Pânico é terrível. A sensação de sufocamento é apavorante. E quanto mais medo você tem, mais dificuldade respirar. Eu estou com a síndrome.
Tenho começado a descobrir os seus pontos de origem. Amariles está me ajudando orientando exercícios e medicação (leia-se Lexotan). Ontem, inclusive, após uma crise que me fez pensar na morte, o Lexotan me deixou grogue. Parecia bêbado.
Ontem, também, conversei com a Susana, minha psicóloga, pelo Messenger. Preciso urgentemente ir vê-la. Em Fortaleza. Ela me disse que minha alma não aguentou. Ela está explodindo.
Três coisas me causaram estresse intenso ultimamente. Em primeiro lugar, e obviamente, a seleção de mestrado. Estudar naquele ritmo foi demais. Mas há um aspecto a considerar nisso: eu passei. O que significa o seminário mais distante. O que significa maior adiamento se sonho e vocação para a qual eu sei que Deus me chamou. O que amplia o grau de sofrimento e estresse.
Em segundo lugar, a minha família tem me angustiado demais. De um lado, minha tia louca que não deixa em paz nem família nem igreja. Do outro, nós, família, que não temos condições de lidar com isso e deixamos que ela nos domine completamente. Mais no fundo, minha avó, carregando o peso dos 82 anos e das mágoas contra tudo e contra todos, em especial a filha maluca. A situação é sufocante. Para mim, literalmente.
O último elemento foi a publicação dos artigos de meu pai nos jornais de Natal na semana passada. Aquilo representou uma forte carga emocional para mim. Eu escrevi um desabafo neste blog que virou artigo do Jornal União, mas ainda não avalie a profundidade com que aquilo impactou a minha vida.
Enfim, estou doente. Orem por mim, se vocês são religiosos. Torçam por mim, se não são.

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