Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Sabe, hoje eu estava orando e meditando (o quê? Não acreditam que eu ainda faço isso) e pensando em minha vida. E algumas coisas foram ficando mais claras para mim, prestes a completar 25 anos.
Eu estava me sentindo passando do tempo. Quero dizer, começava a achar que minha vida estivesse muito indefinida ainda para a minha idade. Mas hoje comecei a perceber que não.
Em termos profissionais e acadêmicos, a seleção para o mestrado é uma definição importante. Por esse caminho, em pelo menos seis anos eu poderei estar concluindo algum doutorado e realizando uma parte da minha vocação no ensino e na pesquisa. E isso aconteceu no momento apropriado, especialmente após a minha experiência no seminário. Não estou perdendo tempo. Estou investindo.
Em termos de ministério, estou encontrando o espaço possibilitado pelo Senhor para a realização da minha vocação pastoral. E estou certo que ainda terminarei o meu curso no seminário. Não que eu o considere imprescindível, mas sei que os dois anos que me faltaram para terminar teologia me deixaram incompleto como o curso.
E em termos emocionais, nada poderia estar melhor. Depois de achar-me morto, voltei a me apaixonar. Foi importante para me sentir vivo de novo, para restaurar as feridas e mágoas que ainda restavam de tantas más experiências do passado.
Mas percebi que eu não poderia querer me relacionar com ninguém no momento. E isso não tem relação com o fato de que Amanda não quer nada comigo. Eu vi, ainda que de vez em quando pareça que não, que sei viver só. Porque relacionamento e casamento não estão aí para suprir carências. Minha vida está na fase de investimentos. Se, por um lado, eu não tenho idade para namoros demorados, por outro só estarei em condições de me casar, por exemplo, em cinco ou seis anos. Quer dizer, percebi que não é o momento e que não preciso me angustiar com isso, porque sei viver assim.
Desculpem-me um post dessa natureza e escrito de forma tão tacanha, mas lembrem que o blog é meu, ora bolas!

Comentários

Postagens mais visitadas