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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Não tenho o privilégio de ser assinante da Fox, desejo que acalento no coração desde os tempos do Arquivo X e das outras criações de Chris Carter. Por isso, nunca havia ouvido falar em 24 horas antes de a Globo se arriscar a exibir o primeiro ano da série em janeiro.
Perdi momentos de sono pela série que me cativou como público e como alguém que, por prazer e diletantismo, gosta de tecer suas análises provisórias e amadoras dos fenômenos midiáticos. Adorei pensar sobre 24 horas, me apaixonei pela série e descobri o seu charme. Fiquei feliz ao ver que a Globo exibiria o seu segundo ano.
Fiquei decepcionado. A Globo conseguiu matar o charme da série. A estréia ontem à noite apontou o fiasco que será sua continuação se a equipe de produção da tevê dos Marinho não fizer alguma coisa. Condensar dois episódios em um, de uma série que atrai pelo tempo real, foi extremamente desfigurador. 24 horas perdeu brilho, ritmo, coerência e narrativa.
Isso foi um choque. Lembro de ter visto matérias elogiosas da série no site da AOL, na Veja, em vários jornais e revistas. Mas a série só vai valer a pena ser vista na Fox, se a Globo continuar no formato que exibiu ontem. E a Globo vai perder a audiência amealhada nas férias do Jô e vai terminar sem exibir a terceira temporada, pela falta de retorno. Problema da série? Problemas dos fãs? Não. Problema da necessidade de corte e ajuste da televisão do Jardim Botânico. Prazo de validade vencido.
Eu tenho uma tese. Por pelo menos uma semana eu não vi mais as chamadas de 24 horas. Comecei a achar que a série havia sido abortada. Até a quarta passada. Suponho que houve algum problema com a grade da emissora que foi resolvido com os cortes do filme de Kiefer Sutherland. Se não houver mudança, não vou perder horas preciosas de sono dos domingos para assistir a Globo. E aposto que muitos me acompanharão. A série ficou sem graça.

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