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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Neto, meu colega de seminário, esteve aqui em casa no domingo participando de almoço que celebrou minha aprovação na seleção do mestrado. Ele veio fim de semana para casamento de uma amiga.
Hoje fui conversar com um outro ex-colega, Júnior, atualmente o Rev. Erivan, jovem pastor de nossa igreja no bairro de Felipe Camarão.
Domingo à tarde, conversei pelo Messenger com uma menina da igreja que está tendo dificuldades na aceitação de seu namoro pelos pais. Ao fim, ela me agradeceu porque considerou que minhas palavras lançaram luzes à sua situação.
Sabe qual foi o resultado disso? Maior convicção de minha vocação e consequente frustração pelo fato de estar fora do Seminário. Mas esse já é um sentimento recorrente.

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