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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Eu quero agradecer mesmo a Bruno, Rafael, Daiany e Endora pelos comentários no meu texto em homenagem a meu pai e referência ao Golpe de 64.
Daiany me falou que o Diário de Natal está publicando desde ontem até a próxima quinta-feira um texto que meu pai pretendia estender e transformar em livro. Seu testemunho dos anos de chumbo.
Li a primeira parte agora a pouco, publicada ontem. Ele escrevia com muita clareza. Apenas temo agora que pareça que meu artigo de amanhã no Jornal União seja caroneiro. Mas vocês que me lêem aqui sabem que eu o escrevi e publiquei antes de conhecer a homenagem do Diário.
Se eu conseguir, prometo transcrever aqui pelo menos trechos do texto de meu pai.

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