Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Eu quero agradecer mesmo a Bruno, Rafael, Daiany e Endora pelos comentários no meu texto em homenagem a meu pai e referência ao Golpe de 64.
Daiany me falou que o Diário de Natal está publicando desde ontem até a próxima quinta-feira um texto que meu pai pretendia estender e transformar em livro. Seu testemunho dos anos de chumbo.
Li a primeira parte agora a pouco, publicada ontem. Ele escrevia com muita clareza. Apenas temo agora que pareça que meu artigo de amanhã no Jornal União seja caroneiro. Mas vocês que me lêem aqui sabem que eu o escrevi e publiquei antes de conhecer a homenagem do Diário.
Se eu conseguir, prometo transcrever aqui pelo menos trechos do texto de meu pai.

Comentários

Postagens mais visitadas