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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Os estudos na área da lingüística, estou cada vez mais convencido, são capazes de nos trazer uma consciência menos ingênua sobre o uso e o funcionamento da linguagem. A nível social isso significa capacidade crítica mais acentuada para a resistência contra a poderosa insinuação ideológica da parte dos detentores do poder econômico. Estudar os discursos e como se estruturam em textos, com suas condições e intencionalidades, se torna elemento indispensável para a compreensão de fatos do dia a dia e de ações corriqueiras da mídia, dos governos e daqueles que contam a História e fazem as histórias.
Além disso, perceber que os sujeitos são limitados por seus contextos naquilo que pensam, produzem e em suas ações, sendo assim sujeitos sociais condicionados a discursos e ideologias, sendo falados por inúmeras vozes, tem de gerar em mim um único sentimento: a humildade. Não sou original. Não falo de mim. Reproduzo. Ecoou. Outros falam por mim o tempo todo.
Será que diante disso não restaria ao ser humano recorrer a Deus a fim de ser alguém? Descobrir que a única garantia de se ser humano é se lançando nos braços do Criador?

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