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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Fui com Matheus assistir Escola do Rock. É uma comédia razoável, apropriada para uma matinê descompromissada. Quer dizer, seria se a partir de determinado momento do filme um erro graço não passasse a nos incomodar, os espectadores: microfones e refletores passam a invadir indevidamente a tela. A princípio, achei que era confusão minha. Depois o negócio começa a irritar. Como um filme de Hollywood, em 2004, se permite a isso? Se você ainda não viu, preste atenção nos captadores de som ambiente e nos simuladores de iluminação natural. E o pior foi que o pastor Kleber contou-me que o mesmo ocorre em Doze é demais. Nunca vi isso nos filmes nacionais recentes.

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