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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Fui com Matheus assistir Escola do Rock. É uma comédia razoável, apropriada para uma matinê descompromissada. Quer dizer, seria se a partir de determinado momento do filme um erro graço não passasse a nos incomodar, os espectadores: microfones e refletores passam a invadir indevidamente a tela. A princípio, achei que era confusão minha. Depois o negócio começa a irritar. Como um filme de Hollywood, em 2004, se permite a isso? Se você ainda não viu, preste atenção nos captadores de som ambiente e nos simuladores de iluminação natural. E o pior foi que o pastor Kleber contou-me que o mesmo ocorre em Doze é demais. Nunca vi isso nos filmes nacionais recentes.

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