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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Confesso, tenho andado ausente. E confuso...
Estou estudando muito, lendo, vivendo, sonhando...
E estou sentindo falta de algumas coisas que, tempos atrás, estavam bem mais fortes e presentes na minha vida. Nestes últimos dias, tem me faltado ânimo. E tenho estado preocupado comigo mesmo.
A partir da próxima semana estarei estudando com os jovens da minha igreja questões relacionadas à vocação, enquanto chamado de Deus, e só dele. Tentarei ver, também, a produção de Mel Gibson. A matéria da Época desta semana foi muito feliz em descrever a contemplação da Paixão de Cristo como um dos mais antigos elementos da devoção cristã. Perceber como aquilo foi real e torná-lo mais real para mim, acredito, é importante. Aquela dor, afinal, foi sofrida por mim... em meu lugar.
E vem a prova... Depois eu falo sobre ela...

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