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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Aguardei a premiação de melhor ator ansiosamente porque Sean Pean era favorito. Adorei o filme. Mas também gostaria de ouvir o seu discurso de agradecimento. Na hora H, fiquei meio decepcionado, já que a tradução simultânea do SBT não trouxe nenhum conteúdo político na sua fala. Aí, hoje, descobri que na frase que foi traduzida como O que nós atores sabemos é atuar, faltou o trecho: além de que no Iraque não havia armas de destruição em massa. Assim, tardiamente, pelo filme, pela interpretação e pela visão política, aplaudo o ex-marido de Madonna de pé.

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