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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Vim aqui somente para traduzir a minha, digamos, estupefação diante de 24 horas. Para ser mais surpreendente e ao mesmo tempo óbvia, só falta que o fim, amanhã, seja diferente do esperado: Jack heroicamente salvando sua filha, defrontando-se com Nina, etc.
Por falar na moça, confesso que tive minhas suspeitas em alguns momentos. Primeiro, ela seria a traidora mais inesperada dentre todos os possíveis e em histórias policiais isso sempre acontece. Segundo, o nome dela me pareceu suspeito, quando ficou claro que havia alguma relação entre as tentativas de assassinatos e alguma coisa na Sérvia (Nina me parecia um nome que cabia bem a uma sérvia). Em terceiro lugar, ela saiu da casa segura antes do atirador chegar. E, uma última marca, esta da edição: na vinheta de abertura, quando Jack fala que alguém que trabalha com ele poderia está envolvido, ainda era o rosto de Nina que era focado. Eu pensei que isso era estranho, já que a inocência dela havia sido provada no início do dia e a vinheta já havia sido alterada. Quer dizer, ela poderia ter sido removida do posto de suspeita.
Mas devo confessar que desde a quarta ou quinta passada eu já nem pensava mais nisso. Havia esquecido as suspeitas, mas continuava crendo na surpresa que aconteceria na hora da revelação.
Como é que pode? Eu aqui, no meu blog, falando de 24 horas...
Sinto muito, mas me empolguei demais com a melhor série americana que eu vejo desde o Arquivo X.

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