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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Um processo revolucionário, para mim, deve ser holístico. Não deve começar em uma dimensão, ou privilegiá-la. Precisa, para alcançar sucesso, ser promovido em cada dimensão da vida humana de maneira concomitante.
Devo me importar em revolucionar minha própria vida de dentro. Devo me importar em amar mais, em ser mais sincero, em ser mais eu, em ser mais crítico, em ser mais honesto. Enfim, em trazer mais dentro de mim o potencial explosivo e revolucionário do impacto de meu amor, minhas mudanças, minha vida, minhas relações.
A revolução acontece a nível de relações, fazendo com que elas cada vez mais valham a pena e fazendo com que os ideais de transformações, pessoais e sociais, contagiem e contaminem cada um com quem converso, a quem amo e a quem faço ver que vale a pena.
Ao mesmo tempo, as estruturas opressivas e demoníacas de nossa sociedade, que tantas vezes lutamos por preservar, precisam ser questionadas, criticadas, desafiadas, postas em xeque. Precisam mesmo ser afrontadas. Com a Bíblia na mão e a indignação profética que ali está expressa contra toda sorte de injustiça e opressão. Com o discurso do amor que, como embaixadores da reconciliação, carregamos, potência transformadora de tudo.
Como último recurso, acredito que vale qualquer coisa para se preservar o amor, a justiça e a verdade em mim, nas minhas relações e na sociedade. Esses princípios, bíblicos, de organização social e de vida pessoal, precisam ser inegociáveis. Sempre.

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