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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Tenho me surpreendido com o número de pessoas que a cada dia encontro procurando identificar seu próprio eu. Pessoas que simplesmente estão desejando ser na vida. Pessoas que tem entendido que viver não se resume a realizar algumas funções fisiológicas, ou acadêmicas, ou intelectuais, ou profissionais, ou qualquer coisa que se opere fora de si mesmas.
Do mesmo modo tenho visto pessoas, como eu, que estão insatisfeitas com seus pensamentos e as respostas que encontram por aí. Sabem o que não significa ser alguém, mas ainda não sabem o que significa ser. O que nos constitue como ser humano.
É claro que esta é uma discussão filosófica antiga demais, recorrente, que reitero, também, quase sempre, neste blog. E qual a resposta? Não sei se ela há, ou se cada um de nós precisa encontrar a sua. Só sei que provavelmente o significado de nossos questionamentos a respeito devem estar nos dizendo que tanto a nossa sociedade quanto as nossas posturas filosóficas de vida não nos satisfazem mais. Não nos garantem nada. Não nos fazem sermos alguém, ou sermos felizes.
Eu proponho um caminho, também antigo. Um caminho místico. Um caminho espiritual. Se é verdade que fora de nós mesmos não encontraremos felicidade, é verdade também que sozinhos também não. Você já pensou em Jesus dessa forma? Você já pensou que provavelmente a fonte de seu ser humano se encontra nele?
Veja o que diz Paulo, quando escreve aos Gálatas (2: 19 e 20):
Pois, quanto à lei, estou morto, morto pela própria lei, a fim de viver para Deus. Eu fui morto com Cristo na cruz. Assim já não sou quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim.

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