Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Hoje à tarde fui me consultar em um ortopedista e vivenciei uma experiência que me fez lembrar Adriano. Uma hora de atraso na chegada do médico me fez desistir da consulta e remarcá-la para quinta-feira. Como o atendimento não era também com hora marcada mas sim por ordem de chegada, eu ainda esperaria pelo menos mais uma hora até ser atendido.
Se em uma consulta paga pela UNIMED o tal médico se comporta dessa maneira, fiquei pensando em como não deve ser uma consulta sua pelo SUS. Acho que minha fala já trás a resposta: não deve ser.

Quando namorava Raquel dependemos uma vez do SUS para uma necessidade médica dela. Saímos de casa em uma manhã antes das cinco horas. Fomos para o posto médico da Praça José de Alencar, no centro de Fortaleza. E entramos em uma fila de já razóavel tamanho.
Ao subirmos para o atendimento, resolvemos constatar qual o tempo médio de consulta para aquele médico. Não chegava a três minutos e, com alguns pacientes, atingia o recorde de um minuto e dez segundos.
Raquel, coitada, nem teve o privilégio de ser olhada pelo médico, que ouviu sua descrição do problema, receitou exames, fisioterapia e remédio, sem, ao menos, levantar os olhos dos papéis que olhava.

Comentários

Postagens mais visitadas