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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Graças a Rebecca, que me emprestou o livro, estou lendo (finalmente) Reinações de Narizinho. E estou descobrindo que Monteiro Lobato é um encantador contador de histórias. Existem muitas passagens bonitas no livro. Mas eu sempre tive problemas com Lobato, desde que estudei o modernismo e soube de suas críticas conservadoras contra Anita Maffaldi. E minha impressão de que o autor não passava de um reacionário preconceituoso aumentaram. A primeira descrição de Tia Nastácia: Na casa ainda existem duas pessoas - tia Nastácia, negra de estimação... . Quer dizer, apesar de ser chamada pessoa, Nastácia é reduzida a um animal de estimação.
Um pouco adiante, Dona Carochinha vai a uma audiência com o Príncipe Escamado procurando o Pequeno Polegar. Após discutir com Narizinho, dar-lhe a língua, a barata retirou-se furiosa da vida, a resmungar que nem uma negra beiçuda, colocação de alta conotação negativa.

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