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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Cada vez me surpreendo com Eugene Peterson. Falando sobre a Reforma Religiosa de Josias, ele diz:

[As pessoas] estavam no lugar certo, diziam as palavras corretas, mas elas é que não estavam certas. A reforma era necessária, porém não era suficiente. Porque a religião não é uma questão de arranjos, lugares ou palavras, mas tem a ver com vida e amor, com misericórdia e obediência e com pessoas dotadas de uma fé passional.
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Ir à igreja para cantar hinos não nos torna mais santos como, da mesma forma, ir a uma cocheira e relinchar não nos transforma em um cavalo.
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Especialmente nos períodos de bonança, quando tudo vai bem, quando a igreja é admirada e o número de membros cresce a cada dia. Achamos que tudo está bem porque as aparências demonstram isso e as estatísticas são impressionantes. A igreja corre maior perigo quando é popular e milhões de pessoas estão dizendo: Eu nasci de novo, eu me converti, eu aceitei a Cristo.

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