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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Vejam só o que eu recebi:

Recebi estarrecido o seu email. Meu irmão, que arrogância, que falta de
sensibilidade de sua parte. Jamais, em tempo algum, eu momento algum eu quis
fazer do JU palanque eleitoral de minha candidatura. Você está sendo mal
educado, grosso, estúpido se dirigindo a mim desta maneira. O que enviei
para o Jornal União foi uma matéria acertada entre eu e o (penso que ainda
seja) proprietário do jornal, Egídio Macena. Conversamos durante um almoço e
combinamos que eu enviaria a matéria e ele, juntamente com o Conselho
Editorial, analisaria a matéria para ver se seria possível publicar.
Realmente, Daniel, você me ofendeu, porque antes de você se dirigir a mim
nestes termos você deveria ter se dirigido a Egídio Macena.
Aliás, com 52 anos de idade e mais de 30 anos como jornalista, querido
Daniel, jamais tentei manipular nenhum veículo de comunicação no sentido de
fazê-lo "palanque eleitoral" de minha candidatura. E, em se tratando de
Jornal União, aí é que não agiria dessa forma. De jeito nenhum. Lamento que
o fruto do almoço que tive com Egídio tenha descambado para este texto
fétido que você me enviou.

Forte abraço - Públio José.


Isso porque ele me enviou, para publicação, uma entrevista em nome do Jornal União em que ele, como candidato a prefeito de Natal, "defende" seus pontos de vista.

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