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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Hoje, 19 de janeiro, este blog está completando um ano.
Foi companheiro de horas difíceis. Ele me ajudou a pensar questões complicadas. Auxiliou na minha pessoal reconstrução. Aproximou-me de mim mesmo, de muitas das minhas idéias esquecidas. Trouxe-me contatos e amizades novas. Transformou-me e ao meu caráter. Estimulou-me a pensar e estudar questões relacionadas à Internet, blogs e tudo o que diz respeito a isso. Eu mudei muito (muito mesmo) ao longo desse ano.
O blog também me cobrou um preço alto que ainda estou pagando. Preço esse, no entanto, fundamental em minhas mudanças.
Pois é. Nunca pensei que eu fosse durar tanto tempo.

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