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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Há quem afirme que a explosão de conteúdos através da Internet seja causa de embrutecimento e limite o desenvolvimento humano. O excesso de informações envenena, segundo tais pensadores. A proliferação de blogs, instrumento reversão de sentidos da Internnet, amplia o tal envenenamento ao trazer o aumento dos conteúdos disponíveis on line.
Gianni Vattimo acredita que a sociedade midiática tem se firmado de maneira complexa, se não caótica, em vez de mais esclarecida, educada e auto-consciente. Mas para ele somente há esperanças de emancipação para o ser humano nesse caos.
Pierre Lévy defende que a reapropriação social dos fenômenos de comunicação é requisito para se instaurar a tecnodemocracia. Esse, então, é um outro aspecto do que vinha dizendo. E representa uma outra importância dos blogs como ferramentas para consecução desse grau de tecno democracia a partir da livre produção, acesso e distribuição de sentidos que possibilita.
[O ciberespaço] faz uma verdadeira revolução, já que permite - ou permitirá em breve - a qualquer pessoa dispensar a figura do editor, do produtor, do difusor, dos intermediários de forma geral para disseminar seus textos, sua música, seu mundo virtual ou qualquer outro produto de seu espírito. (Pierre Lévy, Cibercultura)

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