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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Família Guevara elogia novo filme de Walter Salles

Depois de fazer sucesso no Festival de Cinema de Sundance, nos Estados Unidos, o novo filme de Walter Salles, Diários de Motocicleta, foi elogiado pela família do líder revolucionário argentino Ernesto Che Guevara.

Veja mais aqui.

Durante essa viagem, Che conheceu um refugiado marxista dos pogroms de Stálin na Guatemala. Provavelmente esse foi um encontro altamente definidor na carreira do heróico revolucionário. Esse Tirésias lhe deu seu epitáfio com anos de antecedência:

Você vai morrer com o punho fechado e o queixo tenso, numa perfeita demonstração de ódio e combate, porque você não é um símbolo, você é um autêntico membro de uma sociedade que está se desmoronando: o espírito da colmeia fala por sua boca e age em seus atos; você é tão útil quanto eu, mas não conhece a utilidade da ajuda que dá à sociedade que o sacrifica.

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