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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
A tarde desta segunda foi uma enorme experiência frustrante. Fomos assistir, uma turma de quinze, O retorno do Rei. Esgotado. Todas as sessões possíveis. E aí era impossível assistir qualquer outro filme porque tínhamos ali uma meninada. Boa parte do pessoal tinha menos de quatorze anos. Ficamos irritantemente rodando naquele shopping.
Para completar, fomos à casa de uma amiga. Lá, conversas fúteis, julgamentos acerca de situações e pessoas que lhes eram desconhecidas. Aumento da sensação de frustração.
Voltei para casa com Matheus. Aí foi a hora do pai dele me pôr em uma sinuca de bico expondo seus sentimentos e pensamentos sobre a Igreja. Enfim, quando cheguei em casa à meia noite tinha a sensação que esse havia sido um dia que não era necessário.

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