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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
O fundamentalismo religioso escraviza, cega, aliena, corrompe e mata. E ultimamente tenho visto isso acontecer de perto.
O fundamentalismo não ama, como experimentou Marco nesses dias. O estreitamento intelectual de Gabi é radical e dá pena.
Na minha igreja temos um casal a tal ponto fundamentalista que acredita que o único livro que deve e precisa ser lido é a Bíblia. E eles são bem instruídos. O marido é um alto oficial da PM do estado, mas está criando os três filhos como fanáticos irracionais. A situação desses adolescentes é preocupante para mim, já que fanáticos não pensam nem amam.
O fundamentalista se acha o dono da verdade. Russel Shedd, em entrevista ao Jornal União, me decepcionou com sua mentalidade tacanha e radicalismo torpe. Afirmou a literalidade monossemântica do texto bíblico. A função do pregador é descobrir O sentido do texto, aquele que era a intenção do autor. Isso é impossível. O estreitamento semântico do texto bíblico atende aos interesses da tradição fundamentalista, tornando esta visão a única detentora do sentido correto da vida e do mundo.
O texto escrito é polissêmico. A coerência de uma leitura não pode incapacitar outras leituras possíveis. Manter a polissemia do texto é fundamental. Descobrir a intenção do autor só é possível, no caso da Bíblia, em uma virtual sessão espírita. Temos diante de nós o texto e somente o texto em sua polissemia.
O fundamentalismo mata. Mata quando nos limita intelectualmente. Mata literalmente também. O fundamentalismo cristão é uma das correntes teológicas mais intimamente vinculada à Ideologia da dominação neoliberal e norte-americana.
Ele tenta uma justificativa (e apóia), dessa maneira, a noite escura que se abateu na América Latina nos anos 70. Entregou irmãos à tortura e morte. Por fim, justificou, com argumentos religiosos, a Guerra de Bush.
O fundamentalismo mata e justifica a morte.

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