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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Gostaria de poder dizer que sou perfeito. Mas sei que não sou. Inúmeras frustrações me tocaram esse fim de semana. Fizeram pensar se vale a pena estar bem (como estou) comigo mesmo se há coisas insolúveis à minha volta, me enrolando.
Estou me estruturando bem, mas sinto muito pelas pessoas que perdi na caminhada e se tornaram difíceis de recuperar. Tem certas coisas que vão além de nossas próprias capacidades de solucionar os problemas que criamos. Já disse isso de outras maneiras aqui e volto a repetir hoje, motivado por aquilo que fiz, pensei, soube e senti no estressante fim de semana.
Na ordenação de Júnior, Verônica e Enos ontem à noite, três amigos dos tempos de seminário, me emocionei pela realização do sonho deles. Senti-me muito próximo deles e lamentei os adiamentos que os meus sonhos ministeriais estão sofrendo. Mas sei que muitas coisas estão acontecendo e conduzindo minha vida nesse sentido ultimamente.
Outra boa emoção do domingo foi a fala de Lorena ao dizer que eu e Bruno não poderíamos abandonar os jovens da igreja: Quem vai cuidar da gente?. Eu não tenho cargo, nem posso tê-lo, mas fui tocado pela certeza que minha vida e ministério estão abençoando aqueles a minha volta. Eu tenho cuidado deles, ao menos na impressão de Lorena.
A amizade dura e sincera de gente como Bruno, Lívia, Júnior e Verônica fazem a vida na igreja, com todos os tropeços (e agora penso do ponto de vista burocrático) valer tudo o que vier.
Agora, o mais emocionante foi poder assistir ao fim de Corrente do bem. Nem tanto pela história de um filme que nem assisti. Mas pelo que representa. Decidi me poupar de conversas de loucos com Raquel e estou certo dessa decisão. Mas doeu ver aquele filme e me lembrar que é cada vez mais difícil encontrar paz com ela já que ela não consegue encontrar paz consigo mesma. A primeira vez que ouvi falar dele foi através de Raquel.
Ontem chorei por essas impossibilidades. Mas, fora o enorme cansaço e estresse, é cada vez mais gratificante perceber Deus cuidando de minha vida e estruturando-a de maneira que ela se realize cada vez mais segundo os Seus propósitos. É gratificante viver a paz e a felicidade que somente são possíveis em Jesus.

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