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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Foi uma grande derrota pessoal. E como está doendo. Quando Queila me fez ver minha intromissão o impacto não foi tanto. Apenas percebi o risco de inapropriação. Mas quando Rebecca veio a mim falando o mesmo e, ainda, chateada pelo que lhe falei, caiu a ficha. Se existem pessoas com quem me importa estar bem e abençoar são Rebecca e Queila, além de Hermany. Como eu disse, especialmente pelo papel que desempenharam nesse processo todo em que ainda me encontro.
Foi uma derrota entender que Queila e Rebecca são inacessíveis para mim. Mesmo que tenha a impressão que o problema possa ser outro (talvez eu tenha tocado em pontos que elas preferiam manter intocados). Foi uma derrota o impacto de me espatifar nessas portas fechadas. Mas sei que não vou desistir de minhas conquistas interiores mesmo que seja a custo de lágrimas como estas.

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