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Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Estou achando que aquela carta que levou vários meses para ser entregue ainda pode me trazer muita dor de cabeça. Não me arrependo de tê-la escrito, já que nela relato somente a verdade sobre uma série de fatos que aconteceram comigo envolvendo uma outra pessoa. Pessoa de quem gosto, mas que me comprometeu muito com aquilo que falou em alguns momentos.
A minha denúncia (a carta era uma denúncia) foi motivada pela insuportabilidade da situação: de sempre ser envolvido pelo que ela tem falado para o meu prejuízo, mesmo que tenha sido sem a intenção de me fazer mal.

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