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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Vi na tevê que o país até outrobro atingiu um superávit primário de 64 bilhões de reais. A custa de quantas vidas?

Se eu pudesse estar frente a frente com o Presidente Lula, faria a seguinte pergunta:

Em primeiro lugar, quero dizer que entendo que dependência difere de independência. E ambas são diferentes de interdependência. Acredito que a interdependência é essencial para a construção de relações saudáveis. Em nível pessoal, em nível social, em nível econômico, em nível político. E, principalmente, em nível internacional. Esse é o primeiro ponto.

A interdependência sendo afirmada possibilita a uma nação como a nossa um desenvolvimento autônomo e libertário.

Eu votei no candidato Lula por acreditar que seu cabedal histórico e político poderiam ser potência para que um seu governo pudesse realizar esse tipo de desenvolvimento.

O governo FHC jogou o Brasil integralmente à dependência do capital externo especulativo, esgotando suas energias produtivas, estrangulando nossa produção, gerando esse quadro de desemprego estrutural e efetivo que está aí. FH aumentou, e muito, a concentração de renda e a desiguladade social.

Votei em Lula acreditando que somente ele poderia romper com a política monetarista que privilegia o capital virtual das bolsas de valores. Que somente ele poderia centrar fogo nas políticas que reduziriam a desigualdade desse país.

O Estado mínimo, efetivado pelos governos anteriores, se furta às obrigações de prover previdência social, ação social, cortando gastos em investimentos sociais. Tudo, no nosso caso, para atingir superávits primários a fim de pagar a nossa (impagável e já paga) dívida.

Lula ainda não indicou qúe possa romper com isso. Sei que seu governo não é mais do PT, mas de toda a gama de aliados (da esquerda do PC do B e PPS, à direita do PP).

Mas a minha pergunta é simples:
Ainda posso esperar a Revolução Social prometida por Dirceu no seu discurso de posse para esse governo?
Ou será que Lula está nos condenando a um excelente, conservador e frustrante mandato?
Será, meu Deus, que eu também sonhei o sonho errado?
Será que meu pai também sonhou esse sonho errado, ele e os tantos militantes que construíram o PT?

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