Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Ultimamente tenho me sentido, digamos, útil. Tenho me sentido bem comigo e, importante, bem em relação às outras pessoas. Por isso, pesaram tanto os atritos recentes em casa e com Priscila.
Tem sido muito bom me sentir companheiro de amigos como Adriano, Emília, Queila, Rebecca. Estar certo de que minhas palavras estão conduzindo à reflexão porque traduzem o que de mais profundo está se movendo dentro de mim. É muito bom ter certeza, principalmente, de que o que tenho falado e que tem servido aos amigos é muito real, especialmente para mim mesmo. São coisas que pulsam dentro de mim e querem se manifestar, tocar, explodir no seio das pessoas. São coisas que estão revolucionando toda a minha vida, toda a minha visão. Estão me revolucionando e me ajudando a colocar as coisas em ordem dentro de mim.
E, por isso, eu quero ver essa ordem revolucionária de amor também envolvendo as pessoas à minha volta. E isso me faz querer ser um amigo real. Que possa não servir para nada e possa servir então para tudo.
Tem sido bom me sentir bênção na vida das pessoas. Ouvir palavras de gratidão. De Rosinha, de Érica, de Adriano, de Grillo.
Enfim, está cada vez mais difícil escapar da vocação. Eu amo o Deus que me chamou para ser pastor. Que possa não servir para nada e possa servir então para tudo.

Comentários

Postagens mais visitadas