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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Tinha decidido não tratar mais sobre Priscila aqui. Mas acho que devo esclarecer algumas coisas. Ela tem importância capital na minha vida, assim como eu sei, apesar de tudo, da minha importância na vida dela.
Em primeiro lugar, ela me amou quando eu não me achava digno de ser amado por ninguém. Consequentemente, ela me ajudou a me equilibrar; a tomar rumos; a endireitar caminhos. Ela me ajustou depois de eu ter me desajustado por completo.
Isso é independente das minhas descobertas sobre amor transcendental e amor concreto. Nesse aspecto descobri que minha felicidade nasce em mim e, só a partir daí, serei capaz de pensar em fazer alguém feliz.
Mas isso não significa que removeria o nome de Priscila da lista das pessoas importantes, co-autoras das minhas descobertas libertadoras. Se tenho evitado dizer isso aqui, são outros os motivos. Tenho tratado mais das libertações indiretamente provocadas por ela.
Senti a perda desse amor, ainda que fosse utópico. E o descobri utópico após a perda. Mas agora caminho para estar plenamente aberto a relacionamentos concretos.
Acordo, finalmente, do sonho.

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