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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
O Tempo
(Oficina G3)

O vento toca o meu rosto
Me lembrando que o tempo vai com ele
Levando em suas asas os meus dias desta vida passageira
Minha certezas, meus concertos, minhas virtudes, meus defeitos
Nada pode detê-los...

O tempo se vai, mas algo sempre guardarei
O teu amor que um dia eu encontrei

Os meus sonhos o vento não pode levar,
a esperança encontrei no teu olhar
Os meus sonhos a areia não vai enterrar,
porque a vida recebi ao te encontrar

Nos teus braços não importa o tempo
Só existe o momento de sonhar
E o medo que está sempre a porta,
Quando estou com você, ele não pode entrar

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