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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Quer saber?

A vida me tem deixado cada vez mais amargo. Mais incapaz de impor doçura e vida da lama diante das situações problemáticas.
Lembra que atmosfera à minha volta tem sempre me sufocado, me matado? Não consigo manter minha vida sem amargura.
Mas a doçura que há em minha vida, toda ela foi trazida por você. E em momentos mágicos.
Lembra que você estava comigo nos meus primeiros passos na vida cristã? Você me ensinou a ser discípulo, e também a te amar, te respeitar e te compreender. Ali nasceu a intimidade que nos declaramos esta semana.
Então, eu vivi o pior momento da minha vida. Meus cacos ainda estão jogados, sendo reunidos de novo. E você me amou. Sim, simplesmente você me amou naquela hora. E esse amor começou a sedimentar meus pedaços. E passou a me reconstruir. E a pessoa que sou hoje, no que há de bom, é resultado da ação de seu amor. Você me ajudou a ser eu. Entende como isso é importante?
Você, especial como é, me fez te amar. Esse amor foi sendo construído pouco a pouco. Passo a passo, ainda que a derrocada tenha sido rápida.
E sabe por que eu te digo isso? Porque eu compreendo que você tenha se chateado com aquilo que eu te disse. Mas você compreende que o mais importante é que esse amor, essa relação pôde, enfim, ser (re)construída? Nosso sonho pôde ser refeito...

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