Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Quer saber?

A vida me tem deixado cada vez mais amargo. Mais incapaz de impor doçura e vida da lama diante das situações problemáticas.
Lembra que atmosfera à minha volta tem sempre me sufocado, me matado? Não consigo manter minha vida sem amargura.
Mas a doçura que há em minha vida, toda ela foi trazida por você. E em momentos mágicos.
Lembra que você estava comigo nos meus primeiros passos na vida cristã? Você me ensinou a ser discípulo, e também a te amar, te respeitar e te compreender. Ali nasceu a intimidade que nos declaramos esta semana.
Então, eu vivi o pior momento da minha vida. Meus cacos ainda estão jogados, sendo reunidos de novo. E você me amou. Sim, simplesmente você me amou naquela hora. E esse amor começou a sedimentar meus pedaços. E passou a me reconstruir. E a pessoa que sou hoje, no que há de bom, é resultado da ação de seu amor. Você me ajudou a ser eu. Entende como isso é importante?
Você, especial como é, me fez te amar. Esse amor foi sendo construído pouco a pouco. Passo a passo, ainda que a derrocada tenha sido rápida.
E sabe por que eu te digo isso? Porque eu compreendo que você tenha se chateado com aquilo que eu te disse. Mas você compreende que o mais importante é que esse amor, essa relação pôde, enfim, ser (re)construída? Nosso sonho pôde ser refeito...

Comentários

Postagens mais visitadas