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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Quarta passada fui assistir ao jogo do meu time, o ABC de Natal. Ele perdeu para o Campinense da Paraiba por dois a zero.
Tres jogadores do meu time eram muito ruins: os dois laterais e o centroavante. Eram ruins de nao jogar nem no time da esquina. No dia seguinte, foram dispensados.
Deve ser duro para um profissional ser impedido de fazer o que gosta e sabe por ser considerado fraco, ruim, inadequado.
O goleiro do ABC hoje e Ronaldo, por varios anos titular do Corinthians Paulista. Foi parar em um time de terceira divisao.
Tais coisas sao tristes. Essas dispensas, isso que nos mostra nossa incompetencia doem demais na alma. Ainda mais quando nos dois jogos seguintes, sem nos, o time vence jogando bem.
Esses dias, me identifico muito com esses atletas.

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