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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Quarta passada fui assistir ao jogo do meu time, o ABC de Natal. Ele perdeu para o Campinense da Paraiba por dois a zero.
Tres jogadores do meu time eram muito ruins: os dois laterais e o centroavante. Eram ruins de nao jogar nem no time da esquina. No dia seguinte, foram dispensados.
Deve ser duro para um profissional ser impedido de fazer o que gosta e sabe por ser considerado fraco, ruim, inadequado.
O goleiro do ABC hoje e Ronaldo, por varios anos titular do Corinthians Paulista. Foi parar em um time de terceira divisao.
Tais coisas sao tristes. Essas dispensas, isso que nos mostra nossa incompetencia doem demais na alma. Ainda mais quando nos dois jogos seguintes, sem nos, o time vence jogando bem.
Esses dias, me identifico muito com esses atletas.

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