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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Não tenho palavras para descrever a sensação e o impacto que senti na minha chegada aqui. Em palavras bem toscas, parecia que eu estava sendo reinserido na Matrix. Até porque esse aqui já não é meu mundo real.
Michele perguntou-me no seminário se eu estava feliz. É claro que estou. É como um sonho.
Dei-me conta também que nos últimos meses nunca deixei de estar andando pelas feiosas e amadas ruas de Fortaleza. Todos os dias minha mente vagava perdida na capital cearense. É bom estar de volta, mesmo que por três dias.
Fortaleza me traz muitos significados. Mas o sonho que larguei aqui, o seminário, é o que me faz sonhar e amar este feioso lugar.

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