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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Nesse momento, a dor de sofrer com o sofrimento que infrinjo aos outros tem me provocado o desejo da desistência, do fim. Não suporto mais repetir os mesmo erros, causar as mesmas dores, levado pela imaturidade, insegurança e incapacidade de renovação e mudança de caminho.
Disse já a pessoas importantes na minha vida que eu devia andar com uma placa no pescoço Cuidado! Não se aproxime! Perigo!
Dói perceber que as mulheres que passaram pela minha vida foram sufocadas, feridas, machucadas. E com Priscila ocorreu o mesmo. É duro perceber que isso conduziu ao fim de uma bela história de amor.
Queria ter uma varinha mágica que me imunizasse contra esse vírus do amor. Primeiro, porque não suporto mais (é destruidor para mim) ver as mulheres que me amam sofrerem. Segundo, eu mesmo não quero mais sofrer.
Você me dirá: é possível mudar. Mas eu não conheço o caminho e você não quis está comigo na descoberta...

(escrevi esse texto há duas semanas, mas o mantive suspenso nesse período de incerteza)

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