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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Mesmo sozinho
(Nando Reis)

Uh... Baby!
Porque voce foi pra tao longe?
Nao precisava tanto
Bastava so nao telefonar

Uh..., Baby, baby!
O que aconteceu?
O ar nao foi suficiente?
Voce nao viu, voce sumiu
Mudou de lugar

No mais, estou vivendo normalmente
Nao vou ficar pensando
Se tivesse sido o contrario

Estou feliz
Mesmo sozinho
Esse silencio eh paz
Nesse momento cai
Uma forte chuva
Quem vai ficar chorando?

Uh... baby!
Sabe do que eu sinto saudades?
Do seu sorriso de manha
E do quarto tao desarrumado

Uh... baby!
Saiba que gosto muito de voce
Espero que esteja feliz
E bem acompanhada

Normal, estou vivendo, simplesmente
Eu vou ficar pensando
Se tivesse sido o contrario
Estou feliz...

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