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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Foi marcante para mim no fim de semana perceber, de uma maneira nova, como a Encarnação do Logos se realiza através da família de Jesus. E o que isso pode significar.
Jesus se faz homem (Deus optando por vir até nós para nos resgatar) através de uma Encarnação em que sua família realiza toda a humanidade (com sua força e fraqueza) que Ele assume para Si.
Todo tipo de gente compõe a família de Jesus, como todo o tipo de gente faz o gênero humano. Para mim, isso pode significar que a família de Jesus se confunde com a humanidade. Significa que Ele encarna toda essa humanidade e veio resgatá-la. Toda essa família é alvo do amor de Deus.
O Evangelho de Mateus põe na genealogia de Jesus reis, mas também uma prostituta, uma estrangeira (que é excluída religiosa), uma adúltera, uma mãe solteira (a própria Maria). Quatro mulheres. Quatro excluídas. Todas realizando a humanidade de Cristo.
É revolucionário pensar que a humanidade de Jesus se realiza em pessoas tão humanas quanto nós mesmos. É revolucionário pensar que essa totalidade de pessoas é alvo da ação e do amor de Deus. É revolucionário pensar que o amor de Deus em Jesus está aí para alcançar todos esses tipos de pessoas, fracos, carentes e pecadores.

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