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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Essas coisas abaixo não se aplicam em nada a Priscila. Pelo contrário. A grande diferença entre esses meus dois relacionamentos se encontra na questão do respeito e da confiança. Acima de tudo, Priscila é ainda uma grande amiga e companheira. Acima de tudo, ela sempre foi. Nosso relacionamento, virtual ou concreto, seja lá como for, sempre foi pautado pela busca da sinceridade e da abertura mútua. Do carinho e do afeto. Do apoio e da confiança.
Em outras palavras: os problemas de meu relacionamento com Raquel nunca correram nenhum risco de se repetir com Priscila. Duas ex-namoradas, duas histórias diferentes. Três crianças tentando achar o caminho da cura e da maturidade. Através dos relacionamentos, diga-se de passagem. Através das pessoas mesmo, com seus defeitos, com seus acertos. Somente acho que Raquel ainda carrega muitas chagas abertas para se aproximar de nós para uma conversa. Conversa restauradora.

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