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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Em Aracati, ele subiu. Falando pelos cotovelos. Tragicômica figura. Pelo que dizia, dono de inúmeros bens. Possuia vinte por cento das ações da rede Pague Menos. Ele trabalhou com Xuxa e é alvo de boataria que afirma ser ele, e não Luciano, o pai de Sasha. Ele conversa com todos. Disse que com os serviços prestados na CPI do Banestado ele iria receber uma comissão de R$ 250 milhões. E tinha acabado de vender uma de suas casas no Ceará para Giovanna Antonelli.
Aquele homem vive um outro mundo. Mas eu acreditei nele. Porque ele mesmo acredita. E ele parece ser feliz no mundo que construiu. Mais feliz que eu no meu.

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