Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Em Aracati, ele subiu. Falando pelos cotovelos. Tragicômica figura. Pelo que dizia, dono de inúmeros bens. Possuia vinte por cento das ações da rede Pague Menos. Ele trabalhou com Xuxa e é alvo de boataria que afirma ser ele, e não Luciano, o pai de Sasha. Ele conversa com todos. Disse que com os serviços prestados na CPI do Banestado ele iria receber uma comissão de R$ 250 milhões. E tinha acabado de vender uma de suas casas no Ceará para Giovanna Antonelli.
Aquele homem vive um outro mundo. Mas eu acreditei nele. Porque ele mesmo acredita. E ele parece ser feliz no mundo que construiu. Mais feliz que eu no meu.

Comentários

Postagens mais visitadas