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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Descobri uma edição da revista Eclésia de abril de 2001. Ali, uma reportagem com o Pr. Marcos Cosmo, ordenado pela Igreja Batista Independente, ativista político mal visto em sua denominação. Atualmente, pastor anglicano. Ele foi fundador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto em Recife, participa de invasões, segue os princípios da desobediência civil de Martin Luther King, Jr.
Aí, ele diz:
Hoje, os pastores só querem igreja em bairro de classe média. Ninguém quer pastorear miseráveis, apesar de termos um grande contingente de evangélicos entre os que não têm nada.
Então, a matéria se encerra com Cosmo afirmando ter sentido na pele a frase de D. Hélder Câmara, morto em 1998:
Quando defendi os pobres, chamaram-me de cristão. Quando apontei as causas da pobreza, disseram que era comunista.
Rebelde, subversivo seriam sinônimos de comunista?

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