Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Conversava ontem com amigos sobre Jota Quest. Poucas vezes nos últimos anos ouvi canções de amor tão bonitas quanto Amor maior e Só hoje. Mas não consigo gostar do grupo. Primeiro porque não consigo pensar um grupo de rock que seja bom apenas com músicas românticas. Depois, não consigo gostar da voz de Rogério Flausino. Aliás, acho que ele canta mal mesmo. Mas as canções são simplesmente lindas.

O rock, como a Igreja, penso eu, precisa ter consciência social crítica. Precisa falar sobre os defeitos da sociedade, precisa apontar caminhos, precisa despertar consciências. Penso que isso faz parte da essência do rock e da Igreja.

É por isso que mesmo sendo evangélico percebi que posso gostar dos Titãs. Eles são capazes de dizer as coisas que precisam ser ditas sobre esse mundo que perece, de diferentes maneiras, sob o poder do Maligno.
Não só eles, mas gente como O Rappa, por exemplo.

O mesmo sendo , da frase acima, implica que na cabeça de alguns, especialmente daqueles que vêem todo o conhecimento possível restrito à Bíblia, evangélico não pode gostar de um bando como os Titãs, nem ver verdade nas palavras ditas e cantadas por Branco Mello, Paulo Miklos e Sérgio Britto.

Comentários

Postagens mais visitadas