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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Esta semana me dei conta de que o estresse me adoeceu de verdade. Quarta a noite quase fui parar no hospital por causa de uma crise de ansiedade. Quase desmaiei sem conseguir respirar. O mesmo problema que ela esta enfrentando.
E comecei a perceber porque aumenta a minha magoa contra a Igreja e, em especial, contra o pastor. Ele esta na origem de todo o mal.
Ano passado, exatamente no mes de setembro, acabei um namoro e fui disciplinado pela primeira vez pela Igreja. Teria sido possivel superar o sofrimento do fim do namoro, mesmo que somado as dificuldades do fim de semestre no seminario (trabalhos atrasados, provas, estudar, estudar, estudar). Teria, mas nao foi, por causa da pressao que o pastor comecou a fazer para que eu abandonasse o semestre, viesse embora para casa. Ele me deu ultimatos, ate que o Conselho me permitiu concluir o ano.
Esse fato, essa pressao esta no inicio do meu sentimento de intraquilidade, de minha ansiedade. Tive oportunidade de dizer a ele, enquanto corria o processo no ano passado que ele nao me ajudava em nada me pressionando a abandonar o meu sonho e voltar para uma casa em que nao me sentia bem.
De la para ca, nunca mais passei um dia tranquilo. E agora meu estresse e minha ansiedade estao se somatizando de maneiras que me provocam receio.
Por mais que eu saiba que esse fato eh apenas um isolado na historia e que eu nao posso culpar absolutamente o pastor por tudo, eh impossivel evitar quando estou consciente de que tudo comecou ali. Estou doente hoje e boa parte da responsabilidade eh dele.

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