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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Refletindo sobre Foucault, compreendo que o atual imperialismo yankee não passa de uma forma de racismo de Estado que em esfera mundial perpetua o discurso da luta permanente. Nesse caso, a luta permanente entre a super-raca norte-americana e as demais sub-racas, especialmente representadas pelos povos arabes. Esse discurso e esse mito se renovaram na nova tese do choque de civilizacoes, que afirma que um confronto entre Ocidente (EUA) e o Oriente (Isla) eh inevitavel. O discurso da luta permanente se renova em favor da manutencao da dominacao e do poderio americano, e da sujeicao das nacoes ao Imperio. Imperio que carece de discursos renovadores, ja que demonstra sinais de cansaco (vide as situacoes na Palestina e no Iraque).

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