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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
O texto de Foucault:
Eu creio que, de um modo geral, jamais se deve esquecer de que a Biblia foi, a partir da segunda metade da Idade Media pelo menos, a grande forma na qual se articularam as objecoes religiosas, morais, politicas, ao poder dos reis e ao despotismo da Igreja. Essa forma - assim como, alias, muito amiude a propria referencia aos textos biblicos - funcionou, na maior parte dos casos, como objecao, critica, discurso de oposicao. (...) A Biblia foi a arma da miseria e da insurreicao, foi a palavra que subleva contra a lei e contra a gloria: a lei injusta dos reis e contra a bela gloria da Igreja.

Michel Foucault, Em defesa da sociedade.

E isso eh apenas um pequeno trecho do que disse o frances.

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