Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Bom, terça-feira vou à reunião do Conselho da igreja. Responder entre outras coisas pelas minhas utópicas idéias que registro neste blog. O pastor descobriu e agora quer que eu me explique (ou quer me disciplinar mesmo).

Mas não entendo porque ele se surpreendeu tanto com o conteúdo de meus textos. Eu e minha mãe já o havíamos prevenido sobre. Talvez ele esteja juntando à raiva originada pelos problemas do fim da campanha do Grupo Rede com o que eu penso e escrevo teologicamente.

Mas talvez eu seja realmente um incompetente, arrogante, que se acha capaz de escrever e pensar criticamente sobre as coisas, mas não sabe de nada.

Ou talvez eu esteja personificando o objeto do trabalho que estou produzindo, que entitulei: O nascimento de subversivos e hereges: Uma análise do discurso protestante brasileiro.

Além disso, o conteúdo de um e-mail, bastante franco mas jamais desrespeitoso, que escrevi para o pastor e uma frase que não disse e atribuíram a mim devem ser questões dessa reunião.

Talvez tudo isso não passe de fumaça ideológica para esconder as verdadeiras intenções dos corações (que Deus conhece). Ou então a Igreja em que estou vai me provar o significado do discurso autoritário e religioso, segundo estou estudando com os textos de Eni Puccinelli Orlandi. Não se poderia assim discordar da cúpula nem muito menos criticá-la.

Mas acho que o pano de fundo é pessoal do pastor comigo. Todo o resto é pirotecnia...

Que o Deus das Revoluções me ajude!

Que todo o mundo que ora por mim esteja comigo (em oração) naquele momento!

Comentários

Postagens mais visitadas