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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Bom, terça-feira vou à reunião do Conselho da igreja. Responder entre outras coisas pelas minhas utópicas idéias que registro neste blog. O pastor descobriu e agora quer que eu me explique (ou quer me disciplinar mesmo).

Mas não entendo porque ele se surpreendeu tanto com o conteúdo de meus textos. Eu e minha mãe já o havíamos prevenido sobre. Talvez ele esteja juntando à raiva originada pelos problemas do fim da campanha do Grupo Rede com o que eu penso e escrevo teologicamente.

Mas talvez eu seja realmente um incompetente, arrogante, que se acha capaz de escrever e pensar criticamente sobre as coisas, mas não sabe de nada.

Ou talvez eu esteja personificando o objeto do trabalho que estou produzindo, que entitulei: O nascimento de subversivos e hereges: Uma análise do discurso protestante brasileiro.

Além disso, o conteúdo de um e-mail, bastante franco mas jamais desrespeitoso, que escrevi para o pastor e uma frase que não disse e atribuíram a mim devem ser questões dessa reunião.

Talvez tudo isso não passe de fumaça ideológica para esconder as verdadeiras intenções dos corações (que Deus conhece). Ou então a Igreja em que estou vai me provar o significado do discurso autoritário e religioso, segundo estou estudando com os textos de Eni Puccinelli Orlandi. Não se poderia assim discordar da cúpula nem muito menos criticá-la.

Mas acho que o pano de fundo é pessoal do pastor comigo. Todo o resto é pirotecnia...

Que o Deus das Revoluções me ajude!

Que todo o mundo que ora por mim esteja comigo (em oração) naquele momento!

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