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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Perguntaram-me sobre o que tenho pensado do Governo Lula. Mesmo achando que devo dar ainda mais tempo a ele, não posso deixar de sentir um tanto de frustracão.
Já disse aqui que meu voto em Lula foi firmado na esperanca que ele e o PT seriam capazes de romper com o modelo monetarista e neo-liberal. Votei na esquerda. Votei porque acredito que o compromisso com o Deus da Revolucão me leva a um compromisso com os pobres, compromisso com mudancas no sistema socio-economico exploratorio que esta ai. Sonhei que o Governo Lula traria elementos de transformacao social, Revolucao Social, que julgo tao necessario para esse povo sofrido.

Se alguem for capaz de me mostrar algo que o Governo tenha feito nessa direcao vai me convencer de que, realmente, a esperanca venceu o medo.

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