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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
O texto do livro de Daniel nos apresenta a revoluç?o da teologia da ressurreiç?o. No relato em que seus três amigos, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, s?o jogados à fornalha por Nabucodonosor eles dizem ao imperador: ? Nabucodonosor, n?o precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrar? das tuas m?os, ? rei. Mas, se ele n?o nos livrar, saiba, ? rei, que n?o prestaremos culto aos teus deuses nem adoremos a imagem de ouro que mandaste erguer.
Eles creem na ressurreiç?o. Logo, s?o incapazes de temer a morte. E sabem que o Deus da Ressurreiç?o tem poder para livr?-los, se assim quiserem. Crendo na ressurreiç?o, eles enfrentam o imperador.
A ressurreiç?o é revolucion?ria porque nos possibilita enfrentar os poderes, especialmente os poderes mundanos, e n?o temermos entrar na luta em favor das transformaç?es que o Reino de Deus traz e trar? para o mundo.
Tal luta exige coragem e compromisso, que pode se firmar na certeza que o mundo pode até nos matar, mas jamais nos vencer?, jamais por? fim à nossa vida. No final, ressuscitaremos.
O livro de Daniel nos conta a hist?ria de resistência de um povo diante da opress?o de um império. E eles tiraram sua força de luta de idéias, crenças, certezas como a ressurreiç?o.
O povo da ressurreiç?o, da ressurreiç?o de Cristo, n?o deve temer enfrentar a oposiç?o e a morte em nome d'Aquele que venceu.
(Ser? que eu n?o consigo mais ser claro...)

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