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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Durante todo o fim de semana ouvi, quase ininterruptamente, Chico Buarque. E foi inevitável para mim criar as relações entre ele e O Rappa, cada um profetizando à sociedade brasileira em épocas tumultuadas. Profetizando. Porque a Igreja tantas vezes se cala, os p(r)o(f)etas do mundo falam.
Isso porque o máximo de profecia que a Igreja contemporânea no Brasil produz é Silas Malafaia falando besteiras em defesa de Garotinho nos sábados pela manhã. Argumentos furados em defesa do indefensável. E os crentes o considerando o Profeta de Deus.
Profetas são o Rappa ou Chico Buarque. Porque também morre quem atira e porque com a bênção de nosso Senhor, o sol nunca mais vai se pôr.
E se o Rio não é tão violento, Marcelo Yuka, paraplégico por uma bala perdida, é maluco: Vocês têm medo de garotinhos nos sinais? Eu tenho medo é de Garotinho na Segurança Pública.

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