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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Ontem discuti com meu pastor o método que ele tem usado para ensinar a Bíblia na igreja. Ele tem promovido uma gincana bíblica em que pergunta apenas detalhes sobre os textos analisados. Por exemplo, estudando o livro de Daniel, suas perguntas versavam sobre os nomes de personagens, reis, detalhes desimportantes para a compreensão da leitura.
Fiz ver a ele que esse esquema privilegia a memorização em detrimento à compreensão do texto. Aí ele me disse que eu estava em outro nível de leitura. Disse a ele que a questão não era de nível e sim de aprendizado na e da leitura. Esse modelo tende a formar maus leitores, que se focam a aspectos dos textos e perdem a compreensão.
As aulas estão sendo um desserviço, enquanto atrapalham na compreensão do texto bíblico e tendem a gerar um enorme desinteresse por ele. O que é uma grande perda em um contexto eclesiástico.

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