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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Ontem discuti com meu pastor o método que ele tem usado para ensinar a Bíblia na igreja. Ele tem promovido uma gincana bíblica em que pergunta apenas detalhes sobre os textos analisados. Por exemplo, estudando o livro de Daniel, suas perguntas versavam sobre os nomes de personagens, reis, detalhes desimportantes para a compreensão da leitura.
Fiz ver a ele que esse esquema privilegia a memorização em detrimento à compreensão do texto. Aí ele me disse que eu estava em outro nível de leitura. Disse a ele que a questão não era de nível e sim de aprendizado na e da leitura. Esse modelo tende a formar maus leitores, que se focam a aspectos dos textos e perdem a compreensão.
As aulas estão sendo um desserviço, enquanto atrapalham na compreensão do texto bíblico e tendem a gerar um enorme desinteresse por ele. O que é uma grande perda em um contexto eclesiástico.

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