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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Abaixo transcrevo uma resenha sobre Webdesign que produzi para o Curso de Extensão de Jornalismo On-Line:

O WEBDESIGN COMO ARTE DO SÉCULO 21 (José Soares Jr)

No mundo transformado pela nova revolução tecnológica que integra “50 milhões de pessoas em todo o mundo” (3), o webdesign adquire cada vez maior grau de importância. Especialmente, porque na web, pela primeira vez o homem se vê diante de um veículo de comunicação em que necessidade, acima de tudo, de design. Mais do que textos, sons ou sinais.
Desse modo, o webdesign precisa se valer de metodologias e sintaxes que possibilitem seu aproveitamento mais eficaz e um caminho que o traduza como uma forma de arte para o século atual. “As artes visuais geralmente trabalham com o binômio: utilidade e estética” (3). Para o autor, ver “parece uma experiência direta enquanto ler, por exemplo, exige um mínimo de decodificação e interpretação” (2). No entanto, mesmo ver não pode ser entendido como experiência imediata. Para Gadamer, e.g., o fato do homem ter mundo se firma em conhecimento mediado pela linguagem. “Esta existência do mundo está constituída lingüisticamente”(citado por Almeida 2002: 203). Daí, “o ser que pode ser compreendido é linguagem” (Idem: 204). Assim, para alguém, cego de nascença, que repentinamente adquirisse visão, o mundo imagético com o qual ele se depararia seria por completo irreal. Faltaria a tal pessoa referências que lhe possibilitasse a construção de sentido, indispensável para que esse mundo se lhe tornasse real. Dessa maneira, o ver é ainda um modo de conhecer mediado. Sem referências, não há sentido e realidade no que nossos olhos contemplam. Tal qual na Alegoria da Caverna de Platão, nosso personagem hipotético deveria ser conduzido em uma caminhada que lhe possibilitasse adquirir condição de ver o mundo. Esta idéia parece ser trabalhada pelo autor quando trata da relação entre Argumento e Imagem. “Toda e qualquer narrativa visual tem uma argumentatividade peculiar, inerente a sua trajetória de criação, reprodução e dialogicidade” (4).
Por fim, o nosso texto é indispensável para profissionais que exercem sua vivência em torno e na web. No mundo em que a interatividade digital alcança importância capital, uma análise aprofundada de questões de design, entendido como arte e como elemento fundamental na leitura desse novo meio de comunicação, é crucial. Assim, esses profissionais vão poder entender os elementos que são capazes de conduzir o webdesign à eficácia e à beleza.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ALMEIDA, Custódio Luís S. de. Hermenêutica e Dialética: Dos estudos platônicos ao encontro com Hegel. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002.

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