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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Abaixo transcrevo uma resenha sobre Webdesign que produzi para o Curso de Extensão de Jornalismo On-Line:

O WEBDESIGN COMO ARTE DO SÉCULO 21 (José Soares Jr)

No mundo transformado pela nova revolução tecnológica que integra “50 milhões de pessoas em todo o mundo” (3), o webdesign adquire cada vez maior grau de importância. Especialmente, porque na web, pela primeira vez o homem se vê diante de um veículo de comunicação em que necessidade, acima de tudo, de design. Mais do que textos, sons ou sinais.
Desse modo, o webdesign precisa se valer de metodologias e sintaxes que possibilitem seu aproveitamento mais eficaz e um caminho que o traduza como uma forma de arte para o século atual. “As artes visuais geralmente trabalham com o binômio: utilidade e estética” (3). Para o autor, ver “parece uma experiência direta enquanto ler, por exemplo, exige um mínimo de decodificação e interpretação” (2). No entanto, mesmo ver não pode ser entendido como experiência imediata. Para Gadamer, e.g., o fato do homem ter mundo se firma em conhecimento mediado pela linguagem. “Esta existência do mundo está constituída lingüisticamente”(citado por Almeida 2002: 203). Daí, “o ser que pode ser compreendido é linguagem” (Idem: 204). Assim, para alguém, cego de nascença, que repentinamente adquirisse visão, o mundo imagético com o qual ele se depararia seria por completo irreal. Faltaria a tal pessoa referências que lhe possibilitasse a construção de sentido, indispensável para que esse mundo se lhe tornasse real. Dessa maneira, o ver é ainda um modo de conhecer mediado. Sem referências, não há sentido e realidade no que nossos olhos contemplam. Tal qual na Alegoria da Caverna de Platão, nosso personagem hipotético deveria ser conduzido em uma caminhada que lhe possibilitasse adquirir condição de ver o mundo. Esta idéia parece ser trabalhada pelo autor quando trata da relação entre Argumento e Imagem. “Toda e qualquer narrativa visual tem uma argumentatividade peculiar, inerente a sua trajetória de criação, reprodução e dialogicidade” (4).
Por fim, o nosso texto é indispensável para profissionais que exercem sua vivência em torno e na web. No mundo em que a interatividade digital alcança importância capital, uma análise aprofundada de questões de design, entendido como arte e como elemento fundamental na leitura desse novo meio de comunicação, é crucial. Assim, esses profissionais vão poder entender os elementos que são capazes de conduzir o webdesign à eficácia e à beleza.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ALMEIDA, Custódio Luís S. de. Hermenêutica e Dialética: Dos estudos platônicos ao encontro com Hegel. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002.

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