Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Powell disse que o numero de civis mortos na Guerra não pode ser comparado com o número bem maior que foi morto por Saddam. Frieza maior impossível. Era bom que ele tentasse, então, dizer isso para a menina baleada (e morta) ontem em Bagdá, ou à sua família: Ah! Você faz parte de um número bem menor de mortos ... Não importa se um, se dez, ou dez milhões; nada justifica a morte gratuita de ninguém. E agora os marines estão matando iraquianos como eu mato muriçocas que me perturbam no meu quarto, ou como o Marco matou o seu Grilo Falante. Lembra muito a crítica já antecipada em Tropas Estelares, diga-se de passagem.

Comentários

Postagens mais visitadas