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Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Amigos, sem muita condição ou sem ter muito o que dizer, somente lamento a morte de deus. Especialmente se a razão é o que o Marco alegou. Como crente que sou, sou capaz e disposto de criticar minha própria fé, a religião em que me inseri, os conceitos que defendo.
Por outro lado, me pergunto se estou fazendo o que é certo, se tudo o que disse, cri ou pensei não foram enormes e gritantes erros. A questão é se com essa minha fé eu não estou me afastando do Deus Verdadeiro que usa da Bíblia para se manifestar, se revelar. E mais do que isso, se essa fé não vai me afastar de quem eu amo e me deixar sozinho, isolado.
Isso porque agora meu discurso tem sido instigado a se tornar prática.

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