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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Tive uma amostra do que o meu texto sobre o Marxismo x Cristianismo pode provocar ao ser publicado. Durante a correção do jornal, hoje, entrei em atrito com o pastor que o estava corrigindo.
Ele foi incapaz de entender o sentido do conceito de utopia que uso no texto, irritou-se com minha negação da teologia dos galardões, disse que eu confundia diaconia e salvação, e concluiu, com chave de ouro, afirmando que Jesus não olha para as pessoas segundo suas classes sociais.
Além disso, questionou Löwy porque ele disse que para Marx e Engels o comunismo incluiria a igualdade entre os gêneros. Assim, eu não sei de nada, mas não me arriscaria a questionar a interpretação marxista de um PhD em Marx sem estar muito bem fundamentado.
Estou esperando a repercussão na semana que vem...

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