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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Tive uma amostra do que o meu texto sobre o Marxismo x Cristianismo pode provocar ao ser publicado. Durante a correção do jornal, hoje, entrei em atrito com o pastor que o estava corrigindo.
Ele foi incapaz de entender o sentido do conceito de utopia que uso no texto, irritou-se com minha negação da teologia dos galardões, disse que eu confundia diaconia e salvação, e concluiu, com chave de ouro, afirmando que Jesus não olha para as pessoas segundo suas classes sociais.
Além disso, questionou Löwy porque ele disse que para Marx e Engels o comunismo incluiria a igualdade entre os gêneros. Assim, eu não sei de nada, mas não me arriscaria a questionar a interpretação marxista de um PhD em Marx sem estar muito bem fundamentado.
Estou esperando a repercussão na semana que vem...

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